terça-feira, junho 06, 2006

Os palimpsestos de Rogério

Rogério era contabilista e orgulhava-se disso, mas tinha o estranho hábito de escrever poemas de amor para a filha do dono da drogaria, sufocando-os de imediato por baixo de teses maçudas sobre o POC.

Não consta que a rapariga apreciasse Neruda, e ainda menos os tristes balancetes em forma de esqueletos amorosos.

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