quarta-feira, outubro 18, 2006

Academia poética Rivoliana

Tu, companheiro palhaço amigo
Tu que fazes estardalhaço por cousa pouca cousa nenhuma
Tu que escarafunchas e róis a unha
Tu que rebolas e arrotas ramelas
Tu que enrolas abres as goelas e gritas ora bolas
Tu que nos maças com poematos chatos
Tu que ainda não reconheceste o cheiro a pivete
Tu que te babas à noite e te embebedas à lua
Tu que quem muito se agacha lhe sobe o sangue à cabeça
Tu que não há duas sem três e meia
Tu que és sacrista e a Pires medeia
Tu que percorreste o jardim proibido com o Júlio Isidro
Tu que levas a família e a palhaça Teté a cheirar a chulé
Tu e tu e tu e tu e tu e tu e tu e tu e tu e tu e tu e tu
Pisga-te daí para fora e pinta a pulga e a puta da prima
Dança na rua dança a lambada dança daí para fora
Faz-te à vida e folga-nos a paciência com franqueza estamos fartos
De ver versos vis em velada vilania
Que pretendem convencer, demover, esclarecer, embrutecer
Desocupa esse teatro e esquece o cagaço
Amigo companheiro palhaço

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