quarta-feira, fevereiro 21, 2007

Sou pelo menos 15 cm mais alta do que o Nuno Galopim

O aeroporto é um lugar habitado por criaturas estranhas, prostitutas brasileiras, adolescentes americanos com T-shirts dos Nirvana (apesar de esses adolescentes americanos terem nascido pouco tempo antes da morte de Kurt Cobain), ingleses desengonçados, inglesas desengonçadas, suecas engraçadas e, por fim, Nuno Galopim e um amigo, ambos de mochila às costas e canadianas com botões de osso (coisa que eu julgava extinta), empunhando cartões de embarque para o mesmo voo em direcção a Londinium.

Na viagem de regresso, o delírio total foi verificar a mais que óbvia exposição pública de compras feitas na cidade londrina, por parte de quase todos os turistas portugueses: carteiras com a Union Jack, ursinhos com o típico chapéu de Bobby, porta-chaves com um double-decker bus melancolicamente enforcado na argola, bem como todo o género de gabardinas, acessórios, carteiras e ganchos de cabelo da Burberry, com aquele irritante padrão encarnado e bege aos quadrados, inutilidades caríssimas que só os portugueses insistem ainda em comprar às toneladas, caso contrário não se notaria que eram de Londres e que eram "de marca".

Agora que já cheguei a Lisboa, posso afirmar que a única "celebridade" que vi durante toda a viagem foi mesmo o Nuno Galopim. Alguns dir-me-ão que não estive realmente em Londres.

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